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Marketing de Alta Tensãopara negócios que precisam de resultados reais

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Marketing educacional29 out 20263 min de leitura

ECA Digital: o que muda na publicidade de quem vende para famílias, crianças e adolescentes

O ECA Digital proíbe perfilamento para anunciar a crianças e adolescentes. Veja o que escolas, lojas e marcas com público jovem precisam revisar agora.

O ECA Digital (Lei 15.211/2025) está em vigor desde 17 de março de 2026, mas a adaptação da publicidade ainda está no começo. Foi o que mostrou o Meio & Mensagem em 28/10/2026, um ano depois da sanção da lei.

Muita empresa acha que o assunto é só das redes sociais e dos jogos. Não é bem assim. Escola, curso de idiomas, loja de brinquedos, moda infantil, buffet, clínica pediátrica e qualquer marca com público jovem anuncia nessas plataformas. E a lei também olha para quem anuncia.

O que a lei diz sobre publicidade

O texto cria obrigações para redes sociais, aplicativos, jogos e outros serviços digitais usados por crianças e adolescentes: verificação de idade, configurações de privacidade mais protetoras por padrão e limites ao uso de dados pessoais.

Para a publicidade, o ponto central é a proibição do perfilamento para direcionar anúncios a crianças e adolescentes, segundo resumo do escritório Machado Meyer. A mesma vedação alcança análise emocional, realidade aumentada e realidade virtual usadas para fins publicitários com esse público.

A fiscalização é da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), em etapas. O cronograma dos mecanismos de verificação de idade vai até o início de 2027. As sanções vão de advertência e multa (até 10% do faturamento no Brasil, limitada a R$ 50 milhões por infração) até suspensão ou proibição de atividades.

E um detalhe importa para quem anuncia: segundo a reportagem, o cumprimento das regras por uma empresa não tira a responsabilidade das outras envolvidas. Plataforma, anunciante e agência têm obrigações próprias, e a responsabilização depende do papel de cada um na campanha.

Checklist para revisar suas campanhas

  1. Segmentação por idade. Confira se nenhuma campanha mira menores de 18 anos com base em interesses ou comportamento. Se o produto é para crianças, fale com os pais, que são quem decide a compra.
  2. Criativos. A comunicação não pode explorar a falta de experiência da criança. O Código de Defesa do Consumidor já considerava abusiva esse tipo de publicidade. Evite apelo direto ao público infantil, urgência e pressão para comprar.
  3. Influenciadores. Todo conteúdo pago precisa estar identificado como publicidade. Com influenciadores mirins ou com público adolescente, a cautela deve ser maior, já que o mercado ainda espera diretrizes mais claras.
  4. Dados de alunos e clientes. Escola e curso não devem usar lista de alunos menores de idade para criar público de anúncio. Revise de onde vêm as bases que você sobe nas plataformas.
  5. Formulários e páginas. Se a landing page coleta dados, deixe claro para que servem e direcione o cadastro ao responsável.

Por que isso é oportunidade

Para quem trabalha com educação, a confiança dos pais vale mais que qualquer anúncio. Uma comunicação cuidadosa, que fala com a família e mostra resultado real, tende a converter melhor do que a peça que tenta empolgar a criança. A lei só acelera um caminho que já fazia sentido.

Ainda há pontos em aberto, e cada caso tem suas particularidades. Vale conversar com o jurídico antes de mudanças grandes.

Quer revisar campanhas e comunicação com essa lente? Faça o diagnóstico gratuito da Watts.

Leia também: Marketing educacional: como encher turmas na temporada de matrícula.

Fontes: Meio & Mensagem, 28/10/2026 e Machado Meyer, resumo da Lei 15.211/2025.

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