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Branding29 out 20263 min de leitura

Bets saem do futebol e o espaço publicitário volta ao mercado: dá para uma marca média anunciar no esporte?

Com a proibição das bets, camisas, placas e transmissões voltam ao mercado. Veja como uma marca média pode avaliar o patrocínio esportivo.

Desde 5 de outubro, as casas de apostas não podem mais anunciar nem patrocinar no Brasil. A Medida Provisória 1.394/2026, assinada em 25 de setembro, proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa, como mostrou o Lance!. A MP já tem força de lei, mas ainda precisa passar pelo Congresso, e clubes contestam a medida no STF.

Para o futebol, o impacto é grande. Para outras marcas, pode ser uma oportunidade.

O tamanho do espaço que ficou livre

Em artigo de opinião publicado no Meio & Mensagem em 27 de outubro, Edu Sani, CEO da AdsPlay, reúne os números: as 15 maiores bets investiram R$ 2,97 bilhões em publicidade no Brasil em 2025, 42% a mais que no ano anterior, segundo a Ibope Advertising Intelligence. De janeiro a agosto de 2026, foram R$ 542 milhões só em TV aberta.

Camisas, placas de campo, transmissões e ações digitais que estavam com as bets voltam a ser vendidas. Segundo o Lance!, o presidente do Flamengo estimou impacto de R$ 400 milhões na receita do clube, e o do Fluminense, mais de R$ 100 milhões.

Quem vai ocupar esse espaço

A tese do artigo: nenhum anunciante sozinho vai cobrir o buraco deixado pelas bets. A demanda tende a ficar mais pulverizada, e clubes, campeonatos e detentores de direitos vão precisar vender esse espaço como mídia, com formato, preço, métricas e entrega claros. Isso abre caminho para pacotes menores e mais pontuais, em vez de grandes contratos de patrocínio.

Vale lembrar que o texto é a opinião de quem trabalha vendendo mídia. Ainda não existe uma tabela de preços nova, e ninguém pode garantir que vai ficar barato. O que dá para dizer é que a negociação tende a ficar mais aberta.

Por onde uma marca média pode entrar

Para a maioria das empresas, a porta de entrada não é a camisa de um time da Série A. Pode ser:

  • patrocínio de clube regional ou de categoria de base;
  • placa em campeonato estadual, amador ou de várzea da sua região;
  • ação em transmissão local ou nos canais digitais de um clube;
  • futebol feminino e outros esportes com público fiel na sua cidade.

Como avaliar antes de fechar

  1. Público: quem acompanha esse time ou campeonato é quem compra de você?
  2. Alcance e frequência: quantas pessoas veem, quantas vezes e em quais jogos. Peça os números.
  3. Integração: placa sozinha gera lembrança, mas vende pouco. Combine com conteúdo nas redes, oferta para o torcedor e anúncio segmentado na região.
  4. Medição: defina antes como vai medir. Cupom, link exclusivo, QR code, aumento de buscas pela marca.
  5. Contrato: prazo, contrapartidas e o que acontece se a regra mudar de novo.

Visibilidade não é estratégia

Aparecer no futebol pode trazer visibilidade e simpatia. Mas sem identidade clara e sem ligação com o digital, a marca vira só mais um nome na placa. Quem planejar a presença no esporte com objetivo e métrica vai aproveitar melhor esse momento.

Quer avaliar se faz sentido para a sua marca? Faça o diagnóstico gratuito da Watts e receba um retrato do seu marketing hoje.

Leia também: 7 sinais de que a sua marca precisa de um rebranding e Quanto investir em tráfego pago? Um jeito simples de chegar no número certo.

Fontes: Meio & Mensagem, 27/10/2026 (artigo de opinião, dados Ibope Advertising Intelligence); Lance!, 03/10/2026.

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