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Marketing de Alta Tensãopara negócios que precisam de resultados reais

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Marketing sem enrolação.

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Social media30 out 20263 min de leitura

Um meme custou patrocínios ao Mbappé: o que sua empresa precisa checar antes de associar a marca a um influenciador

Um meme custou três patrocinadores ao Mbappé. Veja o checklist para associar sua marca a um influenciador e o plano para as primeiras 24 horas de crise.

Kylian Mbappé perdeu três patrocinadores por causa de um meme. No programa The Bridge, apresentado pelo colega de seleção Aurélien Tchouaméni, o atacante do Real Madrid disse que seu meme favorito era uma montagem dele no corpo de um "ditador chinês", em referência a Mao Tsé-Tung. A reação na China foi rápida, como mostrou o Meio & Mensagem.

O que aconteceu depois

  • A fabricante de bebidas DongPeng encerrou o contrato, citando "tolerância zero" a condutas que firam o sentimento nacional do país.
  • As empresas de laticínios Mengniu e Milkground também romperam com o jogador.
  • Entidades estatais chinesas, entre elas o China Media Group, suspenderam a transmissão do Campeonato Espanhol no país.
  • O Real Madrid pediu desculpas aos torcedores chineses, e Mbappé chamou o próprio comentário de imprudente.

"Uma piada de vestiário pode provocar uma crise milionária do outro lado do mundo", resumiu Ivan Martinho, professor de marketing esportivo da ESPM, à reportagem.

Também acontece aqui

A reportagem lembra casos brasileiros. Em 2025, a Team Liquid perdeu o patrocínio da Honda, que durava seis anos, depois que um atleta de esports postou um GIF de bomba atômica ao perder um campeonato. Em 2021, Fiat e Gerdau cobraram medidas do Minas Tênis Clube após um comentário preconceituoso de um jogador de vôlei, que acabou desligado do time.

Sua empresa também empresta a marca para pessoas

A empresa média não patrocina o Mbappé, mas faz parceria com o influenciador da cidade, tem um embaixador da loja ou coloca o próprio dono nos stories. Em todos esses casos, a reputação da marca passa a depender do que outra pessoa fala, inclusive fora da campanha.

O risco não precisa afastar ninguém de parcerias. Creators continuam sendo o formato que mais engaja: na última Black Friday, eles ficaram com 74,8% das interações, como mostramos neste post. A questão é entrar com cuidado.

Checklist antes de fechar a parceria

  1. Olhe o histórico. Leia posts, comentários e vídeos antigos do influenciador, e não apenas os mais recentes. Veja como ele reage a críticas.
  2. Combine temas proibidos. Política, religião, piadas com grupos, apostas: deixe por escrito o que não pode aparecer associado à marca.
  3. Contrato com cláusula de conduta e de saída. Defina o que permite encerrar a parceria e como fica o pagamento nesse caso.
  4. Aprove roteiro e legenda. Em conteúdo pago, o texto passa pela empresa antes de ir ao ar.
  5. Prepare a pessoa. Wagner Leitzke, da agência End to End, defende orientação sobre temas culturalmente sensíveis para quem representa uma marca. Vale para atleta e para influenciador local.

Plano para as primeiras 24 horas

Se algo der errado, a velocidade conta mais que a perfeição:

  • Quem responde: uma pessoa só fala pela marca, com aprovação do dono.
  • O que dizer: reconheça o problema, diga o que a empresa vai fazer e evite discutir nos comentários.
  • Quando pausar: suspenda anúncios e posts agendados com aquela pessoa até decidir o próximo passo.
  • Registro: salve prints e links, porque post apagado não apaga a repercussão.

Se a sua marca patrocina times ou eventos, o cuidado é o mesmo. Falamos disso no post sobre patrocínio esportivo depois da saída das bets.

Quer revisar sua estratégia de redes e parcerias? Faça o diagnóstico gratuito da Watts e receba um retrato do seu marketing hoje.

Fonte: Meio & Mensagem, 29/10/2026.

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